Outubro Rosa: vamos juntas agir contra o câncer de mama?

Cuidar da casa é importante e cuidar da saúde é mais ainda! Confira a matéria sobre Outubro Rosa + informações sobre o câncer de mama.
Outubro Rosa: vamos juntas agir contra o câncer de mama?

Precisamos falar sobre Outubro Rosa. Nós sempre compartilhamos cuidados com a casa, mas dessa vez vamos falar de um cuidado diferente: a saúde da mulher.

O corpo e a mente também são uma espécie de lar, não é mesmo? E, como todo lar precisa de carinho e preservação do bem-estar, o Outubro Rosa tem tudo a ver com isso.

A seguir, vamos falar mais sobre sua importância, como prevenir o câncer de mama e outros tipos de cuidados para praticar.

Vamos nessa?

O que é Outubro Rosa?

Em outubro, já é supercomum vermos as campanhas publicitárias em tons de rosa, o que também acontece no Novembro Azul.

Mas você sabe como surgiu o Outubro Rosa e o que ele significa?

O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para a prevenção e o controle do câncer de mama. Ele começou na década de 1990, nos Estados Unidos, onde vários estados tinham, separadamente, ações voltadas ao tema no mês de outubro.

Por esse motivo, o Congresso Americano oficializou o mês como o referente à luta contra o câncer de mama.

Já a cor rosa foi incluída na campanha pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, que distribuiu laços cor-de-rosa para os participantes da primeira Corrida Pela Cura, em Nova York.

Aos poucos, a população de diversos países, suas empresas e instituições aderiram ao movimento, dando nome, cor e amplitude ao Outubro Rosa.

As taxas de câncer de mama no Brasil

O Outubro Rosa é importante para colocar o câncer de mama em pauta. Esse é o segundo tipo mais comum de câncer no Brasil, segundo o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (INCA), ficando atrás apenas do câncer de pele.

O câncer de mama é o que causa mais mortes por câncer em mulheres. Em 2019, foram cerca de 18.000 mortes no Brasil e estima-se que em 2021 haja 66.280 novos casos.

Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são elevadas, chegando a aproximadamente 95%.

Câncer de mama: quem deve se preocupar e fatores de risco

O câncer de mama atinge tanto a população cisgênero (indivíduos que se identificam com o gênero – masculino ou feminino – que lhes foi atribuído ao nascer) quanto transgênero (pessoas que têm uma identidade de gênero diferente do que foi atribuído no nascimento).

No entanto, o risco de desenvolver esse câncer é maior a partir dos 50 anos de idade em mulheres cisgênero.

Além disso, homens cisgênero podem ter a doença, mas o número de casos é baixo (cerca de 1%).

Mulheres e homens transgêneros também estão sujeitos à doença e, embora o risco geral seja baixo, as consultas regulares ao médico também devem ser feitas.

Não existe apenas uma causa por trás do câncer de mama. São diversos fatores relacionados à doença e cada caso é específico, com combinação de aspectos comportamentais, hormonais e hereditários, como por exemplo:

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa
  • Sedentarismo
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos
  • Primeira gravidez após os 30
  • Uso de contraceptivos hormonais
  • Terapia de reposição hormonal por mais de cinco anos
  • Histórico familiar de câncer de ovário e de mama

Em muitos casos, é possível reduzir o risco de câncer de mama – a gente conta na sequência!

Sinais de alerta, diagnóstico precoce e como prevenir o câncer de mama

Manter o peso adequado, uma alimentação saudável e praticar atividades físicas são hábitos importantes para diminuir o risco da doença. A amamentação também é considerada um fator protetor.

Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são: caroço (nódulo) endurecido, fixo e indolor, tanto nas mamas quanto na região das axilas e do pescoço e alterações no mamilo, com a saída de líquidos e mudanças na cor e na textura da pele da mama, por exemplo.

O exame clínico das mamas deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos. Já a mamografia deve ser feita entre 50 e 69 anos de idade, a cada 2 anos.

Tenha sempre a orientação do seu médico ou médica, pois é quem avaliará seu caso e indicará a necessidade da mamografia de rastreamento.

O autoexame das mamas também pode auxiliar no diagnóstico precoce.

Como fazer o autoexame de mama

O autoexame ajuda a ter conhecimento do seu próprio corpo, contudo, ele não substitui o exame clínico das mamas, feito por um profissional da saúde treinado para isso.

É indicado que o autoexame seja feito mensalmente, entre o 3º e o 5º dia após a menstruação ou em uma data fixa para quem não menstrua. Sim, homens também precisam fazer o autoexame.

O autoexame deve ser feito de 3 formas distintas: em frente ao espelho, com a pessoa em pé e com a pessoa deitada.

Como fazer o autoexame de mama em frente ao espelho

Em frente ao espelho, com os braços para baixo, observe tamanho, forma e cor das mamas, se uma mama é ou está diferente da outra, se há inchaços, saliências etc.

Depois, faça a mesma coisa, mas com os braços pra cima e as mãos atrás da cabeça. Por fim, faça isso com as mãos apoiadas na região bacia, fazendo pressão.

Como fazer autoexame de mama em pé

Esta etapa é ideal para ser feita durante o banho. Deve-se levantar o braço direito, colocar a mão na nuca e palpar cuidadosamente a mama direita, com os dedos juntos e esticados. Faça movimentos circulares, de baixo para cima e do centro para fora.

Pressione os mamilos suavemente, para certificar se existe a saída de líquido. Repita o processo com a mama esquerda.

Como fazer o autoexame de mama deitada

O procedimento é o mesmo que em pé. Para ficar mais confortável, pode deitar em uma almofada.

Se você detectar alguma alteração na região dos seios durante o autoexame, deve procurar um médico ou médica mastologista imediatamente. Mesmo que não encontre nada diferente, deve continuar com as consultas regulares, uma vez ao ano.

5 cuidados de saúde para praticar além do Outubro Rosa

A saúde da mulher vai muito além do cuidado com as mamas e não merece atenção somente em outubro: é importante durante a vida toda, todos os dias.

O funcionamento do corpo feminino envolve várias peculiaridades. Outros aspectos da saúde das mulheres que precisam ser observados constantemente são:

1. Saúde ginecológica: manter a higiene íntima, fazer exames ginecológicos periodicamente, como a mamografia, prevenir ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) e gravidez não planejada.

2. Saúde reprodutiva: uso de métodos contraceptivos, risco de infertilidade e alterações hormonais.

3. Gravidez, pré-natal e neonatal: é importante ficar de olho na prevenção e detecção de doenças maternas ou fetais, identificando problemas de saúde que podem afetar a gestação e o bebê.

4. Prevenção de cânceres: além do câncer de mama, os cânceres que mais atingem mulheres são o de cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

5. Períodos pré e pós-menopausa: algumas doenças crônicas podem surgir nessas fases, como diabetes e osteoporose. Além do ginecologista, é importante manter as consultas em dia com endocrinologista, cardiologista e geriatra, por exemplo.

Cuidar da saúde mental também é uma prática muito importante para manter o bem-estar. Saiba mais sobre o assunto clicando aqui!

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